sábado, 11 de fevereiro de 2017

Meditação Mulher: 10 de fevereiro, Sexta - Sr. Jair


Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3
Conheci o Sr. Jair no momento mais dramático da minha vida e nunca me esquecerei da lição de humildade que aprendi. Nasci na zona rural, filha de um homem cuja família tinha muitas posses. Contudo, devido a uma seca prolongada, perdemos tudo. Meu pai se tornou um empregado, mas ensinou aos filhos acerca do orgulho e da vaidade dos nobres portugueses.
Sou a caçula de cinco irmãos. Sofri abuso na infância, o que me levou a ter uma personalidade introvertida e a uma imensa fobia social. Na adolescência, fomos morar em uma grande área metropolitana, e passei por vários cargos administrativos. Caseime, tive duas filhas e parei de trabalhar. Minha vida, no entanto, não ia bem. Eu tinha medo das pessoas e me isolava. Devido a uma complicada situação financeira, recebi alegremente uma proposta para trabalhar em casa, costurando para confecções, e minha autoestima melhorou bastante. Depois, a mesma pessoa me convidou para trabalhar em suas instalações de manufatura de vestuário. Sempre quieta, mas trabalhando arduamente, conquistei sua amizade. Ela gradualmente descobriu que eu gostava de ler. E me emprestou vários livros de uma editora cristã, os quais me trouxeram muita paz. Eu tinha um conhecimento avançado da Bíblia e conhecia algumas verdades. Assim, ela me convidou para visitar sua igreja. Tive medo e disse que não possuía roupa apropriada – ou mesmo status social. Minha resposta baseou-se no meu orgulho. Entretanto, ela insistiu, e acabei indo com meu esposo certa noite.
Eu tremia, mas fui muito bem recebida na igreja mais humilde que já vi. Sentado no último banco estava o Sr. Jair. Era um cavalheiro idoso, vestido com roupas amplas e surradas, e chinelos nos pés. As rugas sulcavam sua face marcada pelo tempo, mas que refletia amor e humildade. Um olhar para esse senhor me fez lembrar de minha desculpa esfarrapada para quase não ir à igreja. Pedi o perdão de Deus e comecei a suplicar transformação do meu egoísmo, vaidade e orgulho. Encontrei em outros membros – até os bem-vestidos – o mesmo amor e humildade daquele idoso homem. O Sr. Jair permaneceu um pouco conosco, e depois desapareceu. Ninguém sabia nada a respeito dele. Ainda hoje me lembro da lição de humildade que ele me ensinou – sem dizer uma palavra.
Não é uma coisa característica do Senhor ter colocado o Sr. Jair no meu caminho para me ensinar a ser humilde de espírito e amar despretensiosamente, assim como Jesus faz?
Rose G. S. Matos

Meditação Juvenil


Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho Eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. João 2:4, ARA
“Pai, vou colocá-lo de castigo! Você tem sido muito desobediente. Pedi um tênis novo, e você não comprou. Mãe, sua situação não é diferente. Levanto da cama todos os dias, e nada de você arrumar a bagunça. Estou perdendo a paciência!” É engraçado, mas muita gente tem tratado o Pai do Céu mais ou menos assim. E isso não é novo.
No casamento em Caná, Maria quis, como mãe, determinar o que Cristo deveria fazer em relação à falta de vinho. Para ela, a festa era a oportunidade de Jesus ser apresentado ao povo como o futuro rei de Israel de modo glorioso. Tentou controlar o ministério do filho. Jesus não permitiu.
Nos tempos bíblicos, o papel de mãe era a única posição de autoridade que uma mulher exercia em relação a um homem. No casamento, Maria falou com Jesus como “mãe”, mas foi tratada por ele como “mulher”. Com muito respeito, Jesus deixou claro que, embora ela fosse sua mãe, no que se referia a seu ministério, ela era uma filha, como qualquer outra mulher. Maria entendeu a lição.
E nós, como temos agido em relação a Jesus? É Ele quem realmente determina o que vai acontecer em nossa vida, ou achamos que podemos comandar essa relação? Nossas orações são pedidos de filhos dependentes ou são ordens intransigentes de “pais” e “mães” para Deus como se Ele fosse nosso “filho”? Há gente por aí ensinando que, na oração, é preciso “determinar” para Deus, como se o Senhor fosse nosso subordinado. Não é por aí. Ao orarmos, devemos, com humildade e fé, suplicar que a bondosa vontade de Deus seja feita, e não a nossa.
A história de hoje também me faz pensar que, na relação entre pais e filhos, deve haver respeito mútuo. Entretanto, o senso de subordinação e obediência dos filhos em relação aos pais não é algo que se possa negociar. Quando os princípios da Palavra de Deus não estiverem em jogo, é dever dos filhos obedecer aos pais com todo respeito e amor. Jesus não teria nenhuma dificuldade em obedecer à sua mãe naquela festa se ela não estivesse tentando interferir na relação dele com o Pai celestial.
Jesus é o Pai, e nós somos os filhos. É Ele quem sempre sabe o que é melhor para nós. Por isso, devemos confiar que, se a vontade dele prevalecer, nós sempre seremos beneficiados.

Meditação Diária 11 de fevereiro - Sábado, Compreendendo Sua missão


Quando Ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Lucas 2:42
A Páscoa era seguida pela festa dos sete dias de pães asmos. No segundo dia da festa, os primeiros frutos da colheita anual, um feixe de cevada, eram apresentados ao Senhor. Todas as cerimônias da festa eram símbolos da obra de Cristo. A libertação de Israel do Egito era uma lição objetiva da redenção, que a Páscoa se destinava a conservar na memória. O cordeiro imolado, o pão asmo e o feixe dos primeiros frutos representavam o Salvador.
No tempo de Cristo, a observância dessa festa havia se tornado mera formalidade para a maioria das pessoas. Porém, era grande seu significado para o Filho de Deus!
Pela primeira vez, o menino Jesus contemplou o templo. Viu os sacerdotes de vestes brancas realizando seu solene ministério. Viu a ensanguentada vítima sobre o altar do sacrifício. Com os adoradores, inclinou-Se em oração, enquanto ascendia perante Deus a nuvem de incenso. Testemunhou os impressionantes ritos da cerimônia pascal. Dia a dia, observava mais claramente a significação dos mesmos. Cada ato parecia estar ligado à Sua própria vida. No íntimo, despertaram nEle novos impulsos. Silencioso e absorto, parecia estudar a solução de um grande problema. O mistério de Sua missão desvendava-se ao Salvador.
Enlevado pela contemplação dessas cenas, não permaneceu ao lado dos pais. Buscou estar sozinho. Ao terminarem as cerimônias pascais, demorou-Se ainda no pátio do templo; e, ao partirem os adoradores de Jerusalém, Jesus foi deixado ali. Naquela visita a Jerusalém, os pais de Jesus desejavam pô-Lo em contato com os grandes mestres de Israel. Por mais que fosse obediente em todos os particulares à Palavra de Deus, não Se conformava com os ritos e usos dos rabis. José e Maria esperavam que fosse levado a reverenciar os eruditos rabinos e a atender mais diligentemente a suas exigências. Entretanto, Jesus havia sido instruído por Deus no templo. Aquilo que havia recebido, começou imediatamente a comunicar. […]
Se fossem seguidos, os traços da verdade indicados por Ele teriam operado uma reforma na religião da época. Teria sido despertado um profundo interesse nas coisas espirituais; e, quando começasse Seu ministério, muitos estariam preparados para receber Jesus (O Desejado de Todas as Nações, p. 77-79).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Lição da Escola Sabatina: O Espírito Santo e a santificação: 4 a 10 de fevereiro

SEXTA-FEIRA: SANTIDADE DE CARÁTER

Ao falarmos sobre a Trindade, às vezes, o papel do Espírito Santo tende a ser subestimado. Entre as três pessoas da Divindade, o Espírito Santo é a que exige maior estudo e compreensão.
A geração moderna é uma geração visual, e, no processo de aprendizagem, grande parte da informação é mais bem assimilada por meio de recursos visuais. No entanto, embora não possamos “ver” o Espírito Santo, podemos estar “em sintonia” com Ele ao seguir Suas orientações para fazer o que é certo. Essa é uma experiência de entrega total da nossa própria vontade, mantendo-a sujeita à direção do Espírito Santo.
Somente pela direção do Espírito Santo é possível crescer na graça e em santidade diante de Deus e dos seres humanos. “O Espírito Santo deseja nos tornar santos, assim como Deus é santo. Por essa razão, Ele nos purifica do pecado e nos santifica.”¹ Santidade é o requisito para entrar no reino do Céu. Ela é o fundamento do caráter cristão, a única coisa que podemos levar para lá. “O Espírito realiza em nós, durante toda a nossa vida, um crescimento em santidade, produzindo dentro de nós o fruto do Espírito: ‘amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio’ (Gl 5:22, 23).”²
O fruto do Espírito são qualidades do caráter do cristão. Eles são imediatamente reconhecidos pelas pessoas com quem entramos em contato. Essas qualidades se tornam um testemunho vivo e uma bênção para todos. A santidade é uma busca altruísta e necessária para o crescimento na fé. Na verdade, desenvolver vida santa é um esforço que requer o poder do Espírito Santo em nós. Ninguém verá o Céu a menos que possua um caráter fundamentado na santidade.
1. Frank M. Hasel, “The Work of the Holy Spirit”, Ministry, abril de 2012, https://www.ministrymagazine.org/archive/2012/04/the-work-of-the-holy-spirit.

2. Ibid.

Jeflyn C. Rastrollo | San Pedro, Laguna, Filipinas

Pense nisto
Como podemos testemunhar que o Espírito Santo é um Ser pessoal e que Ele nos ajuda a desenvolver um caráter apto para o Céu?
Mãos à obra
Crie um gráfico que ilustre a ação do Espírito Santo ao longo da História.
Pesquise sobre os “três estados da água”. Observe as propriedades de cada um deles. Compare os resultados com a Divindade triúna.
Procure na Bíblia as ocasiões em que o Espírito Santo está relacionado com a música e com instrumentos musicais. Quais foram os contextos?
Entreviste algumas pessoas que se sentiram dirigidas pelo Espírito Santo em algum momento decisivo de sua vida. Compare essas experiências. Você pode compartilhar o que descobriu em uma rede social para ajudar outros.